sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um sábado.

Sete tons de amarelo corriam meio céu naquela manhã da catalunha, e ela em uma casa entre os prédios acordou disposta, pois iria ao sítio da familia recolher correspondências. Era sua missão daquele sabado de clima morno primaveril com poucas nuvens no céu.
A falta de entusiasmo era mediana, pois havia estado alí no ultimo sabado para limpeza, ja que a alguns meses ninguem mais ali morava.
Após o café da manhã, desceu à garagem abrindo o portão e sem pressa saiu com o carro para o local. Morava relativamente perto, uma vez que sua cidade não era tão grande a ponto de ter que viajar até la, e no caminho se lembrou imbecimente da estação que estava pois viu as flores amarelas no começo da estrada de terra do limite da cidade, o que a motivou chegar mais rapido ao sítio, pois ali tradicionalmente a família mantinha um belo jardim.
Chegou bem devagar com o carro na expectativa de encontrar algo diferente na residencia, e então parou logo na frente. Imediatamente reparou nas rosas bem vermelhas que ficavam na janela à esquerda da porta. A casa era simples, mas combinava com o espírito do local. Seu acabamento externo expunha o barro da alvenaria, levemente desgastada com o tempo; possuia um andar com uma sacada de madeira enorme logo acima da porta principal. As trepadeiras ocupavam metade da area das paredes, começavam com uma ponta logo abaixo da sacada e desciam se espalhando ao resto. Do lado da casa havia um coberto onde se guardavam equipamentos.
Inconcientemente ela imaginava varias cenas de vida ali, e ao mesmo tempo recolhia as correpondência lendo o remetente, e logo sentou-se em uma cadeira para abrir e lê-las. Abrindo a segunda carta, uma brisa passando na janela fez as rosas balançarem, e atenta por estar sozinha, olhou imediatamente. Foi quando viu que a placa com o nome do sítio na estradinha onde passavam vizinhos e seus produtos ali cultivados, estava torta. Largou as cartas sem pensar e foi reparar a placa.
Viu que ali na verdade tinha um estrago, provavelmente de alguem que passou com uma carroça por ali e sem percebeu bateu. Pôs as duas mãos na placa fazendo força para girá-la, e foi quando ouviu uma roda de metal rangir. Olhou para o lado e viu um rapaz puxando a pequena carroça com flores dentro. Naquele microsegundo, a primeira coisa que passou a sua cabeça era de que não estava sozinha, e a segunda foi inconcientemente analisar o rapaz; e como era jovem, teus instintos fizéram-na esquecer a placa e tão mais as cartas.
Aleatóriamente como sempre acreditamos acontecer, o rapaz ergueu a cabeça e encontrou ela a uns metros dalí. Tudo muito no imprevisto fez durar muito os dois se avistando, o que gerou uma desculpa para se comprimentarem. O rapaz se aproximou levemente depressa, e antes que pudesse fazer, a mulher o comprimetou com os braços cruzados e continou olhando-o com a boca entreaberta. O rapaz então a comprimentou se aproximando com a mão estendida, e iniciando uma conversa desajeitada. Descobriram então que ambos cresceram proximos, ali na região, mas nunca se encontraram.
No impulso eles foram até a mesinha branca de ferro que ficava em frente a janela direita da casa, sentaram, e ali pernameceram um bom tempo conversando. Viram coincidências e concordâncias, discuções e padrões, e muita coisa se passou ali a modo de se conhecerem bem, e o momento caminhava para um satisfação estática que fazia ambos esquecerem a placa e a carroça, uma sensação plena, que antecedia o toque, o cheiro e o beijo. E foi quando em um momento de silêncio (não pela falta de assunto mas pela satisfação), que se olharam naturalmente num breve instante, e ela sem mostrar os dentes, deixou um pequeno sorriso escapar. Como estavam com as mão em cima da mesa, o rapaz tocou seus dedos nos dela e se levantou da cadeira, seguiu até a moça sem parar de mirá-la, e no mesmo instante ela se levantou. E num lápso sem volta aproximaram suas faces, quando milímetros antes de suas bocas se encontrarem, se abraçaram rapidamente forçando seus corpos a se encontrarem também. Naquele beijo que começou lento, soltaram toda satisfação que estavam guardando em sí durante a conversa, encheram os pulmões fazendo seus corações acelerarem. O rubor na face veio primeiro nela, que após alguns entrelaces eternos de lábios e línguas, soltou brutamente o ar inclinando a cabeça para cima de olhos fechados e forçando os dentes, e ao mesmo tempo o rapaz encaixava sua mão direita nas curvas que iam de seu busto, entravam pela cintura e saiam pelas coxas.
Ali permaneceram pouco, antes que parassem para pensar no que estava acontecendo, a mulher sem querer encarar muito o rapaz pelo rosto, puxou-o levemente pela mão para dentro da casa, e fechando a porta ela logo virou para ele colocando suas mãos em sua face. Beijaram-se mais um pouco pois a atração ali exalava por todo o corpo, e como fez para leva-lo alí, ela novamente o puxou para o quarto de hóspedes que ficava proximo a entrada.

Já sem dúvidas de que poderiam causar qualquer desentendimento sobre o que estava acontecendo, a mulher se jogou de costas para a cama e estendeu as mãos para o rapaz, que imediatamente ajoelhou sobre a cama e se abaixou para continuar a beija-la. A mão do rapaz que viajava do rosto dela para os cabelos e a outra mão que queria deslizar por ela pegando cada formato do tronco fino dela, fez com que ambos se olhassem e imediatamente tirassem as partes de cima da roupa. E naquele movimento tudo passou a ser diferente... o rapaz avistando ela seminua, sem perceber, paralisou-se por dois ou três segundos para apreciar os traços dela. E ela a partir daí começou a se sentir mais desejada, e como uma droga ela quis mais; e virando-se de lado e sem olhar, começou a passar as suas suaves mãos nas pernas do rapaz, como se indicasse que ele tinha de deitar por tras dela. E sem necessidade do sinal, o rapaz deitou-se por tras, e deslizava sua mão pelo abdômem, busto e cintura dela, ao mesmo tempo em que beijava e passava a barba falhada na nuca.

Impressionado com o corpo dela, ele a virou de bruço e começou a alisar suas costas, era a pele mais macia e sem imperfeições que ja tinha visto. Mas ja querendo aumentar aquele prazer visual, soltou o sutien dela e com um movimento das mãos, passou os dedos por baixo da peça e como se quisesse moldar aquelas curvas, foi levando as mãos para o busto de forma que o sutien se soltasse dos seios. Ela bêbada de desejo, e perdendo a delicadesa, movimentou a parte de cima e com o tronco para trás, soltando mais uma vez o ar, porém de forma mais pesada que a primeira. Foi então quando ela ja transcendendo de sí, ajoelhou ali mesmo forçando sua costa contra o peito do rapaz, que no instinto subiu suas mãos simultâneamente para os seios dela... Eram de tamanho médio, expressando uma forma bem natural e que tinham os mamilos delicadamente apontados para cima. E nesse instante o rapaz os teve em suas mãos e sentiu-os bem nas palmas. E extasiado, e perdendo o controle de qualquer padrão, pôs os dentes na lateral direta da nuca dela e soltou usando apenas os lábios.

Nesse instante a mulher se virou, sentou na cama com as pernas para fora e tirou sua calça, o que serviu de incentivo para o rapaz fazer o mesmo, que muito ciente do momento, se levantou, e de costas para ela, tirou toda a roupa. Levou alguns segundos para isso, e quando virou-se para seu objeto de desejo, a viu deitada na cama de joelhos encolhidos e seminua, formando umas das cenas mais inesquecíveis de sua vida.


Não tendo reação racional alguma, foi direto a ela, deitando-se por cima de forma que ficassem um de frente para o outro, e em alguns beijos rapidos que eles se lançavam, as mãos do rapaz foram nos seios e nas partes mais baixas do abdomem dela e após um momento de prazer onde os corpos quentes se encontravam, o rapaz tirou a calcinha, enquanto ela, possibilitando o movimento dele, levantou delicadamente as pernas para cima. E deslizando as mãos do joelho até a virílha, o rapaz abriu as pernas dela, pôs-se a beija-la bem ao lado das partes íntimas, fazendo-a relaxar e estender as pernas que rapidamente se encontravam abertas envolta do rapaz.

Num leve movimento de cima para baixo na vagina da mulher, o rapaz começou o ato oral na vontade de agradá-la, pois tinha facínio naquilo. E em cada movimento para cima com a língua, mais os labios dela se abriam de forma a contorná-la. Até que ja muito molhada, ela se contorceu levemente para tras, mas o rapaz acompanhou o movimento, e desta vez focou no clitóris, que ja estava naturalmente visível devido a excítação. Deu delicados movimentos inicialmente, e em seguida com um pouco mais de força, passava toda a lingua ali com os labios ja encaixados em volta. Continuou o ato mesmo quando ela contorcia o tronco para cima quando não aguentava o prazer. Até que em uma respiração pesada, ela chegou ao orgasmo, sentindo o êxtase do prazer correndo de suas entranhas para todo o corpo e chegando a sua cabeça, passando por cada centímetro quadrado de seu corpo. E na sensibilidade de seu orgão, ela fechou as pernas de modo a empurrar o rapaz... Se transcendeu por alguns segundos, e desacelerando a respiração, esquecia-se de tudo.

Ja na sensação de intimidade com o rapaz, ela esticou a perna e se levantou da cama, puxou-o, empurrou-o na parede, deu um passo a frente e de costas para ele, agachou-se no chão com os braços arqueados e mãos no joelho, e num movimento que começou rapido e foi desacelerando, subiu as nádegas na virílha do rapaz com leve força e mantendo o tronco para frente. Virou-se de frente a ele, pôs uma mão em seu ombro e o dedo da outra em sua própria boca, e num movimento delicado e feminino, piscou um dos olhos ao rapaz, rodando o tronco para o lado de sua mão apoiada ao ombro. Então virou-se de costas novamente, e em passos que trançavam as pernas de forma sensual foi em direção a sua calcinha, e após pega-la, colocou entre os dentes e deu um sinal negativo ao rapaz, e ja em seguida à vestiu super segura de sí, como se o rapaz não mais existisse.

E foi quando o rapaz criando indignação se aproximou dela, que rapidamente virou-se de volta para ele e pôs a mão em seu peito, e apenas esticando o braço, empurrou-o vagarosamente na parede. E antes que o tempo fizesse o rapaz esquecer a beleza dela e começasse a dizer algo, ela virou-se para a cama, debruçou-se nela com a cintura e as pernas para fora, e levantando a parte de seu corpo que estava fora da cama para cima, foi tirando sua calcinha vagarosamente.


Sedento de posse pelo objeto por presenciar tal cena, imediatamente foi à ela e após beijá-la na nuca, sentindo o calor das costas e a maciês dos seios como se fosse a ultima vez, penetrou-a por trás naquela mesma posição, e acelerava seu movimento, fazendo-a sentir-se preenchida continuamente... O rapaz então cego de qualquer razão, segurou o cabelo dela com a mão esquerda e puxou para trás, e se deslumbrava com a cena a sua frente de forma que em instantes ele fechava os olhos e mentalmente vinha uma cena suja a sua cabeça. Era seu instinto agindo na forma mais pura possível. Tinha a sensação total de obediência dela a ele, e tão bêbado de prazer, era a unica forma de obediência que desejava no momento.


Dalí naquele cenário da catalunha, num quarto em que entrava os largos feiches do sol matinal, os dois se perderam. Rolaram pela cama fazendo o que o desejo ordenava. E ela no ápice, sentindo que o rapaz tinha-se tornado parte dela, enganada pelo prazer e achando que a sensação se criava dentro de sí, soltou o ar, perdeu as forças em suas pernas, no abdômem, nos braços e nos pescoço... nessa ordem. E numa plenitude e prazer só conseguia sentir pequenos tremores de suas coxas, que causavam a sensação de um terremoto.

Sentiu seu orgasmo por segundos, e logo após querendo agradar seu macho, começou a chupá-lo fazendo movimentos simultâneos com a mão. E em pouco tempo o rapaz perdeu os sentidos e a orientação do quarto...

Ficaram quase uma hora deitados na cama se acariciando, e pouco depois que quebraram o silêncio iniciando uma conversa prazerosa, levantaram-se, passaram boa parte do dia juntos, e quando o sol se encontrava do outro lado do céu, o rapaz retornou atrasado para sua atividade, e ela, voltou para sua casa entre os prédios se sentindo muito mais mulher, e mais feliz ainda por não ter esquecido a correspondência.

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