sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Das ist dein leben


Das ist dein leben. 
Tu was du liebst und tu es oft.
Wenn du etwas nicht magst, ändere es.
Wenn du deinen arbeiten nicht magst, kündige.
Wenn du nicht genug zeit hast, höre auf fern zu sehen.
Wenn du nach der liebe deines lebens suchst, hör auf damit; sie wird kommen, wenn du anfängst, dinge zu tun, die du liebst. Beginne dinge zu tun, die du liebst. 
Höre auf zu analysieren, alle gefühle sind schön. 
Das leben ist einfach.
Wenn du isst, tu es bewusst. Jeden kleinsten bissen.
Öffne deinen geist, deine arme, dein herz für neue dinge und menschen. 
Wir sind vereint in unseren unterschieden.
Frage die nächste person, die du siehst, was ihre leidenschaft ist, und teile deinen traum mit ihr. 
Reise oft; verloren zu gehen wird dir helfen, dich selbst zu finden.
Einige gelegenheiten kommen nur einmal, ergreife sie. 
Im leben geht es um die menschen, die du triffst und die dinge, die du mit ihnen schaffst. 
So geh raus und schaffe. 
Das leben ist kurz.
Lebe deinen traum und teile deine leidenschaft.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sobre a angústia


Tudo que criamos para nós de que não temos necessidade, se transforma em angústia, e ela é um nó muito apertado bem no meio do nosso sossego, que te faz desejar que só a solidão sem a angústia da solidão já basta, pois se não basta, ela se torna a disposição fundamental que nos coloca perante o nada, lembrando-nos sempre que essa falta de ocupação não é repouso, pois uma mente absolutamente vazia vive angustiada. E assim faz o homem dissipar esse sentimento inventado ou adaptando desgraças imaginárias. 
E se ao menos dessa revolta, dessa angústia, saísse alguma coisa que prestasse, quem sabe tenha uma memória acesa depois dessa angústias apagada?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cursos online gratuítos

Mesmo pra quem não está em uma universidade em greve, esses links são de cursos onlines gratuitos, que abrangem diversos temas; porém como meu foco no momento é programação, alguns desses links possuem cursos somente de programação (diversas linguagens) especificamente para mobiles (Android, iOS, etc...)

Divirtam-se... São cursos ótimos, sendo que alguns são de Harvard, MIT, Berkley, Stanford, etc...

Sites de cursos:
§  Udacity  http://www.udacity.com/
§  Coursera - https://www.coursera.org/
§  Codecademy - http://www.codecademy.com/
§  Code School - http://www.codeschool.com/
§  Treehouse - http://teamtreehouse.com/
§  Udemy - http://www.udemy.com/
§  Lynda - http://www.lynda.com/
§  Tuts+ Premium - https://tutsplus.com/
§  W3 Schools - http://w3schools.com/
§  Fun Programming - http://funprogramming.org/

Livros:
§  Getting Real - http://gettingreal.37signals.com/
§  Why's Poignant Guide to Ruby - http://mislav.uniqpath.com/poignant-guide/book/
§  How to Think like a Computer Scientist - http://www.greenteapress.com/thinkpython/

Linguagem Ruby:
§  Ruby Tutorial - http://ruby.railstutorial.org/
§  Ruby Monk - http://rubymonk.com/

Construtores e compiladores:
§  Mulberry - http://mulberry.toura.com/
§  Red Foundry - http://www.redfoundry.com/

sábado, 4 de agosto de 2012

Amora

A amoreira dá
A amora da flor
A Morena dá amor
A Morena dá calor
A amoreira também dá
Amora com muito sabor.

sábado, 3 de março de 2012

O sonho de John.

Tava fuçando os arquivos aqui do blog e achei um rascunho de 25/11/11! Ai resolvi terminar o conto.

O Sonho de John.

Como Sr. Breuer antes, também eu, John Foster, Escrevente da Mui Honorável Companhia da Índia Oriental nesta cidade de Calcutá esquecida de Deus, tive um sonho; e me senti tão abalado quando minha égua Estrela ficou manca... E para não esquecer esse sonho vou logo escrevê-lo.
Quando o baile do governador geral acabou (todo ano ele da um desses em novembro), fui para o meu quarto, que quase abre pra esse riacho encolhido, eu um tanto quanto fora de mim. Bêbado, mas o vento fresco da noite melhorou um tanto meu estado; e me lembrei que se eu não havia passado lá muito bem de saúde nos ultimos meses, todos aqueles frangotes que vieram no navio comigo estavam há um mês plantados para a Eternidade em um terreno. Por isso agradeci a Deus por entre a névoa por estar vivo pelo menos até que março voltasse. Na verdade, nós que ainda estamos vivos nos divertimoos muito aquela noite nas rampas do Forte agradecendo a gentileza da ProvidÇencia - se bem que as nossas piadas não eram espirituosas e nem eram das que eu gostaria que minha mãe ouvisse.
Quando despenquei na cama e os vapores de bebidas haviam se dispersado um pouco, não pude dormir porque milhares de coisas que deviam ficar quietas acharam de passar por minha mente. Primeiro (e fazia muito tempo que eu não pensava nela) o rosto de Amélia Duncan deslizou pelos pés da cama como se fosse uma pintura em quadro; de tão real parecia que ela estava mesmo ali. Depois me lembrei de quando ela me empurrou para este país excomungado para ficar rico e poder casar logo com ela, depois me lembrei de quando ela pensou melhor - ou pior talvez - sobre o compromisso e se casou com Tom Sanderson apenas três meses após o meu embarque. De Amélia desviei meu pensamento para Madame van de Manen, mulher alta e olhos violeta, que veio da Comissaria Holandesa de Chinsura e pegou todos os rapazes daqui, e também alguns comissários, pelas orelhas. É verdade que algumas senhoras de Calcutá disseram que ela nunca teve marido nem nada parecido; mas as mulheres, mormente as que levam vida assentada, são muito cruéis com as outras. Além do mais, Mme. van de Manem era muito mais bonita do que todas elas. Ela foi muito gentil comigo na festa do Governador Geral, tanto que todos me olhavam como um preux chevalier (Cavaleiro valente), dela uma tradução para uma palavra muito pior. Agora, se eu ligava a mínima para essa Mme. van de Manen eu não sabia, e tempos depois ainda não sabia; mas o meu aprumo, e a destreza no manejo do sabre, que ninguém em Calcutá podia igualar, valeram-me o afeto da madame. Então posso dizer que a gostava.

Quando afugentei do pensamento aqueles olhos cor de violeta, meu juízo indagou por que motivo, afinal, a segui; então percebí que o ano vivido nesta terra havia queimado e torrado de tal maneira a minha mente com as labaredadas de tantas paixões e desejos malignos que envelheci dez meses para cada um que passei na escola do Diabo. Nesse ponto pensei em minha mãe e me senti muito penitente: na minha mente vacilante e pecadora fiz mil juras de me emendar - ai de mim, todas rompidas sistematicamentes. Amanhã vou começar a viver corretamente para sempre, digo a mim mesmo. Dou um sorriso tonto (a bebida ainda está agindo) ao pensar nos perigos de que escapei; faço castelos e mais castelos nas nuvens, onde a imagem de Amélia Duncan, com olhos violetas e a voz de Mme. van de Manen, é sempre Rainha.

Por fim uma bela e magnífica coragem (por certo nascida da vinha Madeira de Mr. Hastings) brota em mim, até ficar parecendo que eu posso ser Governador Geral, Nababo, Príncipe, que sei eu, até o Grão-Mogol, pelo simples ato de querer. E então, dando os primeiros passos bobos e sem rumo para entrar no seu novo reino tropeço nos criados que estão dormindo do lado de fora, eles gritam e correm de mim e chamam Céus e Terra para verem que ali está John Foster, Amanuense a serviço da Companhia, o destemido. Aí, vendo que nem a Lua nem a Ursa Maior se interessam por aceitar o meu desafio, deito-me denovo e parece que durmo. Pelas tantas sou acordado por minhas últimas palavras repetidas duas ou três vezes e vejo um bêbado no quarto, com certeza vindo da festa de Mr. Hastings, pensei. Senta-se nos pés da cama como se fosse a cama dele; e na medida em que pude, notei que o rosto do homem parecia-se com o meu, só que mais velho, exceto qundo mudava para o do Governador Geral ou para o de meu pai. Mas isso me pareceu natural devido a muita bebida. Fiquei tão irritado com essa entrada intempestiva que o mandei sair. Ele não respondeu a minhas palavras pouco corteses; apenas disse pausadamente, como se revolvesse na boca alguma coisa gostosa: "Amanuense a serviço da Companhia, e destemido." De repente se cala. Depois, virando abruptamente para mim, diz que um de meus lados pode não ter medo de homem nem do demônio; que eu era um jovem valente e provavelmente, se vivesse para tanto, poderia chegar a Governador Geral. Mas por tudo isso (penso que ele se referia aos ventos e azares de nossa vida mutável nessa parte do mundo), eu precisava pagar o preço exigido. Nessa altura, estando eu um pouco mais sóbrio e ja bem acordado do primeiro sono, resolvi encarar o assunto como brincadeira de bêbado. Assim, disse em tom jocoso: "E que preço devo pagar por mês por este meu palácio de quatro metros quadrados e por meus cincos precários pagodes? O diabo carregue você e sua piada. Já paguei o dobro do preço em ressaca." O homem se vira de frente para mim, e pude ver ao luar todos os vincos e rugas do seu rosto. Até minha embriaguez se evaporou, como já vi as águas dos nossos grandes rios sumirem em uma noite. E eu, John, que não tinha medo de ninguém, senti um pavor mais terrível do que já foi sentido por qualquer mortal.
Porque o rosto daquele homem era o meu rosto, porém castigado por pisadas de doenças e marcas de má vida - como uma vez estando eu (Deus que me ajude!) muito bêbado mesmo, vi o meu rosto todo branco, desarrumado e envelhecido, quando me olhei num espelho. Acho que qualquer outro homem teria sentido mais pavor do que eu, porque não sou falto de coragem

Depois de ficar algum tempo deitado quieto, suando e com a mente confusa, desejando que alguma coisa me acordasse daquele sonho terrível (eu sabia que era sonho), o homem repetiu que eu precisava pagar o preço; e logo depois, como se o pagamento tivesse de ser feito em pagodes e rupias recém-cunhadas: "Que preço vai pagar?" "Pelo amor de Deus me deixe, seja você quem for", respondi. "Desta noite em diante vou me corrigir." Ao que ele respondeu, sorrindo de minhas palavras, mas sem dar sinal de as ter ouvido: "Eu até posso poupar um jovem fanfarrão como você de muitos solavancos fortes que vai erncontrar em sua vida nas Índias; porque" - e nesse ponto ele torna a me encarar - "não há recuo."
Com todo esse palavreado desconexo, que eu não conseguia entender, fiquei de pé atrás esperando a continuação. Com toda a calma ele voltou a falar: "Dê-me a sua confiança no ser humano." Com isso percebi que o preço seria alto. Não duvidei que ele podia tirar de mim tudo o que quisesse. Minha cabeça ficou logo limpa de tudo que eu tinha bebido, tal o terror que senti e que me acordou completamente. Aí eu o enfrentei sem medir palavras; disse aos gritos que eu não era o sujeito totalmente mau que ele supunha, que eu confiava em meus semelhantes desde que fossem dignos de minha cofiança. "Não é culpa minha", eu disse, "que metade deles sejam mentirosos e a outra metade mereça ter a mão cortada. E mais uma vez peço que me deixe." Calei-me, receando ter soltado a língua além da conta, mas ele não tomou conhecimento do que eu disse; apenas tocou de leve com a mão em meu peito esquedo, e logo senti o frio nessa parte. Por fim ele disse, novamente sorrindo: "Dê-me sua confiança nas mulheres." Dei um pulo na cama como se tivesse levado uma ferroada, pois pensei em minha querida mãe na Inglaterra, e por um momento achei que minha confiança nas melhores criaturas de Deus jamais seria tirada de mim, nem mesmo seria abalada. Depois, com aqueles olhos duros que eram Meus fincados em mim, pensei pela segunda vez em amélia ( a que me deu a tábua e casou com Tom) e Mme. van de Manen, a quem o preço diabólico me fez acompanhar, e achei que essa era pior do que Amélia, e eu pior do que todas - porque com todo o trabalho da minha vida a fazer eu ainda tinha que desfilar dançando pela passarela varrida e enfeitada pelo diabo para encontrar lá no fim me esperando o sorriso de uma mulher frívola. Refleti que todas as mulheres do mundo eram como Amélia ou como Mme. van de Manen (e têm sido para mim desde então) e isso me levou a tal extremo de raiva e desgosto, que senti uma alegria indescritível quando Minha mão tocou novamente meu peito esquerdo e deixei de me preocupar com essas bobagens.

Ele ficou um tempo calado, e decidi que se ele não fosse logo embora eu ia acordar. Mas ele volta a falar, e muito maciamente diz que eu era idiota por dar importância às bobagens que ele tirava de mim; e que antes de ir embora ele só me pediria mais umas bobagenzinhas outras que nenhum homem, e mesmo nenhum garoto, se interessaria por conversar nesse país. E com isso tirou do fundo do meu coração, por assim dizer, o tempo todo olhando-me na cara com Meus próprios olhos, tudo o que restava de minha alma e de minha consciência de jovem. Isso foi para mim uma perda muito mais tenebrosa do que as duas sofridas antes; porque apesar de (valha-me Deus!) eu ter me afastado bastante dos caminhos de um viver decente ou piedoso, ainda restava em mim (relevem ser eu mesmo quem o diz) uma certa bondade de alma que, em meus ataques de sobriedade (ou de doença), me levava a arrepender muito de tudo o que eu havia feito antes do ataque. Isso perdi completamente, e no lugar ficou outra frieza mortal de alma. Como disse antes, não sou ágil de pena, por isso receio que o que acabo de escrever não seja entendido de imediato; mas há momentos na vida de um jovem em que, em consequência de um grande desgosto ou de um grande pecado, o que existe de jovem nele se queima e vira cinzas que o vento leva, e com um passo ele entra no estado mais aflitivo de homem - e da mesma forma que nosso escancarado dia indiano muda em noite sem o cinzento do crepúsculo para temperar os dois extremos. Talvez isso ajude a entender o meu estado se se lembrar que o meu tormento era dez vezes maior do que o encontrado por qualquer homem no curso normal da natureza. Naquele momento não pensei na transformação ocorrida em mim, e numa única noite; mas depois pensei muito. "Paguei o preço", eu disse com os dentes batendo porque me sentia gelado. "e o que vou receber?" Já era quase dia, e Eu começava a empalidecer e a afinar à luz branca do oriente, como minha mãe disse que acontece a fantasmas, demônios e afins. Ele fez menção de sair, mas minhas palavras o detiveram e ele riu. "O que é que vai receber?", diz ele pegando minhas últimas palavras. "Ora, vigor para viver o tempo que Deus ou o diabo deixar; e enquanto viver, eis aqui, meu jovem, o meu presente." Dizendo isso ele põe uma coisa em minha mão, mas não pude ver o que era porque ainda estava escuro; e quando olhei de novo ele já tinha ido.
Quando o dia raiou, apressei-me a olhar o presente. Era um naco de pão seco...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma máxima.

De anotações e máximas póstumas de Arthur Schopenhauer.

Sobre as idades da vida:
O que torna infeliz a primeira metade da vida, que apresenta tantas vantagens em relação à segunda, é a busca da felicidade, com base no firme pressuposto de que esta deva ser encontrável na vida: o resultado são esperanças e insatisfações continuamente frustradas. Visualizamos imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada, entre figuras escolhidas por capricho, e procuramos em vão seu arquétipo.
Na segunda metade da vida, a preocupação com a infelicidade toma o lugar da aspiração sempre insatisfeita à felicidade; no entanto, encontrar um remédio para tal problema é objetivamente possível. De fato, a essa altura já estamos finalmente curados do pressuposto há pouco mencionado e buscamos apenas tranquilidade e a maior ausência de dor possível, o que pode ocasionar um estado consideravelmente mais satisfatório do que o primeiro, visto que ele deseja algo atingível, e que prevalece sobre as privações que caracterizam a segunda metade da vida.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Motivação para os estudos.

Ano passado lí um texto muito foda de um escritor chamado Paulo Geraldo. Sempre que me enche o saco estudar, eu leio ele pra motivar.

"Um jovem que se lança à dificil tarefa de estudar, se tiver além de capacidade de sofrimento, a motivação para isso. Motivação a qual não significa que encontre gosto em estudar, mas que descubra motivos fortes para isso, com gosto ou sem ele.
Mesmo não havendo vontade de estudar, sentará diante dos livros com a conciência de que há coisas bem mais importantes do que o seu apetite. Saberá que há um preço a pagar por todo e belo objetivo, e estará disposto a pagá-lo com alegria. Mas o objetivo tem mesmo de ser grande e belo; verdadeiro e profundo. Do tamanho da alma humana."

domingo, 3 de julho de 2011

A covardia dos sexos.

Quando precisa dar o fora num homem babaca, a mulher quando é do jeito que tem que ser, não economiza sinceridade. Marca dia e hora pra si mesma, planeja a ação nos mínimos detalhes, ensaia as falas (não quer esquecer nada), escolhe a roupa adequada e afirma com total objetividade os seus desejos.

Começam dizendo “Não dá mais” e depois explicam os motivos. Acham insuportável investir tanto tempo em alguém imaturo ou apegado demais à mãe; que não pensa no futuro, desempregado ou acomodado profissionalmente; que não sabe cuidar da namorada, que nem se toca de levá-la ao médico quando está gripada; que se veste mal ou é desleixado com a aparência; que não lhe desperta admiração nem borboletas do estômago…
Por fim, quando ele já está louco pra ligar a TV e assistir futebol, vem o golpe final:
“Você não passa segurança.”

Mulheres gostam de esbanjar motivos. São máquinas de feedback. Talvez por isso ocupem cada vez mais cargos de liderança em grandes empresas. Nas conversas entre elas, se orgulham por demitir o cara que só atrasava suas vidas. É admirável a coragem do sexo frágil em querer ser feliz.

Já uma maioria dos homens são frouxos convictos. Bebem com os amigos a culpa por não amar, acham legal ficar reclamando de suas mulheres. Muitas vezes, por falta de coragem de romper, aceitam namorar, casar; alguns até comemoram bodas de prata.
Esses caras normalmente são passivos, desejam o fim em silêncio, torcem pra elas tomarem a iniciativa. No máximo, age nas entrelinhas, boicotando o relacionamento. Em último caso, brocha.... O pânico de terminar muitas vezes é maior que a vontade de comer a amiga gostosa.

Claro, existem aqueles caras que preferem correr riscos e viver uma paixão verdadeira; mas são covardes em outros aspectos. Inventam mil desculpas pra completar o “Não é você, sou eu…”. Alegam incompatibilidade de gênios, colocam a culpa na ex-namorada: “Ainda não estou pronto pra amar de novo”; ou “Não rolou aquela química”. Inventam até “A Outra”.
Revelam um extinto cafajeste que só existe no superego. Manipulam as moças a pensar que são chatas, mandonas, grudentas, carentes em excesso. Os menos criativos apelam: “A gente não manda no coração”. Os mais bonzinhos assumem até uma falsa homossexualidade — tudo em nome de diminuir o sofrimento da moça.

Mas agora é serio... nem em sonho, e nem sob efeito de álcool; nem cheio de raiva ou tendo a virilidade ridicularizada; Nunca... jamais, em hipótese alguma, um homem qualquer que seja, revela pra mulher que ela é feia.

E ainda somos rotulados de insensíveis...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Como deixar as pessoas mais bonitas ao seu redor.

Sites que reúnem apenas beautiful people (feiosos não são aceitos), rankings das cidades com mais gente supostamente quase perfeita, revistas com dicas para se adequar a incontáveis padrões estéticos que provavelmente não serão os da sua futura esposa... A beleza é mesmo alguma espécie de propriedade externa em vez de uma construção inseparável de nossos olhos?

Creio que muitos já pensaram sobre as várias condições (internas e até impessoais) que definem nosso visual. Agora veremos se é possível mudar a aparência dos outros ao nosso redor. Claro, isso não significa tentar mudar o cabelo, a pele, as roupas, o comportamento das pessoas de acordo com algum critério estético.
Se as pessoas ficam naturalmente mais bonitas quando sorriem, relaxam, param, cultivam felicidade, brilho nos olhos, calor no peito, sentido na vida, como podemos criar espaços e nos posicionar para estimular esse processo?

Pode parecer pura teoria, mas experimente colocar alguém em uma roda de percussão, levá-lo para uma trilha ou simplesmente a deixe mostrar o que pensa ou sente naquele dia, pergunte sobre seu passado e seus sonhos. Sem falar em sexo... Observe como até mesmos os traços do rosto mudam de modo quase mágico. Não é preciso nem mesmo criar uma experiência, basta oferecer nossa presença espontânea para ativar essa vida nos outros.

Há algo em cada um de nós que está cansado, que não aguenta mais ser sempre igual, manter a coerência em relação às nossas identidades e ser tratado com o devido respeito. Podemos nos relacionar com isso. Podemos piscar ou sorrir para esse cansaço - em nós e nos outros. Boa parte de nossas faces mais feias são sustentadas por essa apatia, assim como nossa maior beleza vem da abertura, do mistério de não saber quem somos.

Além disso, podemos treinar nosso olhar. Uma coisa é ouvir uma música cubana descontextualizada e dizer que não gosta. Outra é passar duas horas dançando salsa na frente de congas e trompetes. Ao parar, ao dar crédito, ao brincar com aquele olhar de apaixonado, a beleza surge de qualquer lugar. Curiosamente, nossa beleza é proporcional à nossa capacidade de reconhecer beleza no mundo. Peça para uma pessoa descrever seus amigos e você terá uma imagem bastante precisa de como os amigos a enxergam. Ou seja, o conteúdo estético de nossas experiências não vem exatamente de qualidades objetivas, externas, mas dos processos de relação pelos quais tocamos, cheiramos, ouvimos, vemos, degustamos, pensamos, imaginamos, recebemos os outros e o mundo. Ao mesmo tempo, somos tocados, cheirados, ouvidos, vistos, degustados, pensados, imaginados e recebidos pelos mesmíssimos processos de relação que criamos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um sábado.

Sete tons de amarelo corriam meio céu naquela manhã da catalunha, e ela em uma casa entre os prédios acordou disposta, pois iria ao sítio da familia recolher correspondências. Era sua missão daquele sabado de clima morno primaveril com poucas nuvens no céu.
A falta de entusiasmo era mediana, pois havia estado alí no ultimo sabado para limpeza, ja que a alguns meses ninguem mais ali morava.
Após o café da manhã, desceu à garagem abrindo o portão e sem pressa saiu com o carro para o local. Morava relativamente perto, uma vez que sua cidade não era tão grande a ponto de ter que viajar até la, e no caminho se lembrou imbecimente da estação que estava pois viu as flores amarelas no começo da estrada de terra do limite da cidade, o que a motivou chegar mais rapido ao sítio, pois ali tradicionalmente a família mantinha um belo jardim.
Chegou bem devagar com o carro na expectativa de encontrar algo diferente na residencia, e então parou logo na frente. Imediatamente reparou nas rosas bem vermelhas que ficavam na janela à esquerda da porta. A casa era simples, mas combinava com o espírito do local. Seu acabamento externo expunha o barro da alvenaria, levemente desgastada com o tempo; possuia um andar com uma sacada de madeira enorme logo acima da porta principal. As trepadeiras ocupavam metade da area das paredes, começavam com uma ponta logo abaixo da sacada e desciam se espalhando ao resto. Do lado da casa havia um coberto onde se guardavam equipamentos.
Inconcientemente ela imaginava varias cenas de vida ali, e ao mesmo tempo recolhia as correpondência lendo o remetente, e logo sentou-se em uma cadeira para abrir e lê-las. Abrindo a segunda carta, uma brisa passando na janela fez as rosas balançarem, e atenta por estar sozinha, olhou imediatamente. Foi quando viu que a placa com o nome do sítio na estradinha onde passavam vizinhos e seus produtos ali cultivados, estava torta. Largou as cartas sem pensar e foi reparar a placa.
Viu que ali na verdade tinha um estrago, provavelmente de alguem que passou com uma carroça por ali e sem percebeu bateu. Pôs as duas mãos na placa fazendo força para girá-la, e foi quando ouviu uma roda de metal rangir. Olhou para o lado e viu um rapaz puxando a pequena carroça com flores dentro. Naquele microsegundo, a primeira coisa que passou a sua cabeça era de que não estava sozinha, e a segunda foi inconcientemente analisar o rapaz; e como era jovem, teus instintos fizéram-na esquecer a placa e tão mais as cartas.
Aleatóriamente como sempre acreditamos acontecer, o rapaz ergueu a cabeça e encontrou ela a uns metros dalí. Tudo muito no imprevisto fez durar muito os dois se avistando, o que gerou uma desculpa para se comprimentarem. O rapaz se aproximou levemente depressa, e antes que pudesse fazer, a mulher o comprimetou com os braços cruzados e continou olhando-o com a boca entreaberta. O rapaz então a comprimentou se aproximando com a mão estendida, e iniciando uma conversa desajeitada. Descobriram então que ambos cresceram proximos, ali na região, mas nunca se encontraram.
No impulso eles foram até a mesinha branca de ferro que ficava em frente a janela direita da casa, sentaram, e ali pernameceram um bom tempo conversando. Viram coincidências e concordâncias, discuções e padrões, e muita coisa se passou ali a modo de se conhecerem bem, e o momento caminhava para um satisfação estática que fazia ambos esquecerem a placa e a carroça, uma sensação plena, que antecedia o toque, o cheiro e o beijo. E foi quando em um momento de silêncio (não pela falta de assunto mas pela satisfação), que se olharam naturalmente num breve instante, e ela sem mostrar os dentes, deixou um pequeno sorriso escapar. Como estavam com as mão em cima da mesa, o rapaz tocou seus dedos nos dela e se levantou da cadeira, seguiu até a moça sem parar de mirá-la, e no mesmo instante ela se levantou. E num lápso sem volta aproximaram suas faces, quando milímetros antes de suas bocas se encontrarem, se abraçaram rapidamente forçando seus corpos a se encontrarem também. Naquele beijo que começou lento, soltaram toda satisfação que estavam guardando em sí durante a conversa, encheram os pulmões fazendo seus corações acelerarem. O rubor na face veio primeiro nela, que após alguns entrelaces eternos de lábios e línguas, soltou brutamente o ar inclinando a cabeça para cima de olhos fechados e forçando os dentes, e ao mesmo tempo o rapaz encaixava sua mão direita nas curvas que iam de seu busto, entravam pela cintura e saiam pelas coxas.
Ali permaneceram pouco, antes que parassem para pensar no que estava acontecendo, a mulher sem querer encarar muito o rapaz pelo rosto, puxou-o levemente pela mão para dentro da casa, e fechando a porta ela logo virou para ele colocando suas mãos em sua face. Beijaram-se mais um pouco pois a atração ali exalava por todo o corpo, e como fez para leva-lo alí, ela novamente o puxou para o quarto de hóspedes que ficava proximo a entrada.

Já sem dúvidas de que poderiam causar qualquer desentendimento sobre o que estava acontecendo, a mulher se jogou de costas para a cama e estendeu as mãos para o rapaz, que imediatamente ajoelhou sobre a cama e se abaixou para continuar a beija-la. A mão do rapaz que viajava do rosto dela para os cabelos e a outra mão que queria deslizar por ela pegando cada formato do tronco fino dela, fez com que ambos se olhassem e imediatamente tirassem as partes de cima da roupa. E naquele movimento tudo passou a ser diferente... o rapaz avistando ela seminua, sem perceber, paralisou-se por dois ou três segundos para apreciar os traços dela. E ela a partir daí começou a se sentir mais desejada, e como uma droga ela quis mais; e virando-se de lado e sem olhar, começou a passar as suas suaves mãos nas pernas do rapaz, como se indicasse que ele tinha de deitar por tras dela. E sem necessidade do sinal, o rapaz deitou-se por tras, e deslizava sua mão pelo abdômem, busto e cintura dela, ao mesmo tempo em que beijava e passava a barba falhada na nuca.

Impressionado com o corpo dela, ele a virou de bruço e começou a alisar suas costas, era a pele mais macia e sem imperfeições que ja tinha visto. Mas ja querendo aumentar aquele prazer visual, soltou o sutien dela e com um movimento das mãos, passou os dedos por baixo da peça e como se quisesse moldar aquelas curvas, foi levando as mãos para o busto de forma que o sutien se soltasse dos seios. Ela bêbada de desejo, e perdendo a delicadesa, movimentou a parte de cima e com o tronco para trás, soltando mais uma vez o ar, porém de forma mais pesada que a primeira. Foi então quando ela ja transcendendo de sí, ajoelhou ali mesmo forçando sua costa contra o peito do rapaz, que no instinto subiu suas mãos simultâneamente para os seios dela... Eram de tamanho médio, expressando uma forma bem natural e que tinham os mamilos delicadamente apontados para cima. E nesse instante o rapaz os teve em suas mãos e sentiu-os bem nas palmas. E extasiado, e perdendo o controle de qualquer padrão, pôs os dentes na lateral direta da nuca dela e soltou usando apenas os lábios.

Nesse instante a mulher se virou, sentou na cama com as pernas para fora e tirou sua calça, o que serviu de incentivo para o rapaz fazer o mesmo, que muito ciente do momento, se levantou, e de costas para ela, tirou toda a roupa. Levou alguns segundos para isso, e quando virou-se para seu objeto de desejo, a viu deitada na cama de joelhos encolhidos e seminua, formando umas das cenas mais inesquecíveis de sua vida.


Não tendo reação racional alguma, foi direto a ela, deitando-se por cima de forma que ficassem um de frente para o outro, e em alguns beijos rapidos que eles se lançavam, as mãos do rapaz foram nos seios e nas partes mais baixas do abdomem dela e após um momento de prazer onde os corpos quentes se encontravam, o rapaz tirou a calcinha, enquanto ela, possibilitando o movimento dele, levantou delicadamente as pernas para cima. E deslizando as mãos do joelho até a virílha, o rapaz abriu as pernas dela, pôs-se a beija-la bem ao lado das partes íntimas, fazendo-a relaxar e estender as pernas que rapidamente se encontravam abertas envolta do rapaz.

Num leve movimento de cima para baixo na vagina da mulher, o rapaz começou o ato oral na vontade de agradá-la, pois tinha facínio naquilo. E em cada movimento para cima com a língua, mais os labios dela se abriam de forma a contorná-la. Até que ja muito molhada, ela se contorceu levemente para tras, mas o rapaz acompanhou o movimento, e desta vez focou no clitóris, que ja estava naturalmente visível devido a excítação. Deu delicados movimentos inicialmente, e em seguida com um pouco mais de força, passava toda a lingua ali com os labios ja encaixados em volta. Continuou o ato mesmo quando ela contorcia o tronco para cima quando não aguentava o prazer. Até que em uma respiração pesada, ela chegou ao orgasmo, sentindo o êxtase do prazer correndo de suas entranhas para todo o corpo e chegando a sua cabeça, passando por cada centímetro quadrado de seu corpo. E na sensibilidade de seu orgão, ela fechou as pernas de modo a empurrar o rapaz... Se transcendeu por alguns segundos, e desacelerando a respiração, esquecia-se de tudo.

Ja na sensação de intimidade com o rapaz, ela esticou a perna e se levantou da cama, puxou-o, empurrou-o na parede, deu um passo a frente e de costas para ele, agachou-se no chão com os braços arqueados e mãos no joelho, e num movimento que começou rapido e foi desacelerando, subiu as nádegas na virílha do rapaz com leve força e mantendo o tronco para frente. Virou-se de frente a ele, pôs uma mão em seu ombro e o dedo da outra em sua própria boca, e num movimento delicado e feminino, piscou um dos olhos ao rapaz, rodando o tronco para o lado de sua mão apoiada ao ombro. Então virou-se de costas novamente, e em passos que trançavam as pernas de forma sensual foi em direção a sua calcinha, e após pega-la, colocou entre os dentes e deu um sinal negativo ao rapaz, e ja em seguida à vestiu super segura de sí, como se o rapaz não mais existisse.

E foi quando o rapaz criando indignação se aproximou dela, que rapidamente virou-se de volta para ele e pôs a mão em seu peito, e apenas esticando o braço, empurrou-o vagarosamente na parede. E antes que o tempo fizesse o rapaz esquecer a beleza dela e começasse a dizer algo, ela virou-se para a cama, debruçou-se nela com a cintura e as pernas para fora, e levantando a parte de seu corpo que estava fora da cama para cima, foi tirando sua calcinha vagarosamente.


Sedento de posse pelo objeto por presenciar tal cena, imediatamente foi à ela e após beijá-la na nuca, sentindo o calor das costas e a maciês dos seios como se fosse a ultima vez, penetrou-a por trás naquela mesma posição, e acelerava seu movimento, fazendo-a sentir-se preenchida continuamente... O rapaz então cego de qualquer razão, segurou o cabelo dela com a mão esquerda e puxou para trás, e se deslumbrava com a cena a sua frente de forma que em instantes ele fechava os olhos e mentalmente vinha uma cena suja a sua cabeça. Era seu instinto agindo na forma mais pura possível. Tinha a sensação total de obediência dela a ele, e tão bêbado de prazer, era a unica forma de obediência que desejava no momento.


Dalí naquele cenário da catalunha, num quarto em que entrava os largos feiches do sol matinal, os dois se perderam. Rolaram pela cama fazendo o que o desejo ordenava. E ela no ápice, sentindo que o rapaz tinha-se tornado parte dela, enganada pelo prazer e achando que a sensação se criava dentro de sí, soltou o ar, perdeu as forças em suas pernas, no abdômem, nos braços e nos pescoço... nessa ordem. E numa plenitude e prazer só conseguia sentir pequenos tremores de suas coxas, que causavam a sensação de um terremoto.

Sentiu seu orgasmo por segundos, e logo após querendo agradar seu macho, começou a chupá-lo fazendo movimentos simultâneos com a mão. E em pouco tempo o rapaz perdeu os sentidos e a orientação do quarto...

Ficaram quase uma hora deitados na cama se acariciando, e pouco depois que quebraram o silêncio iniciando uma conversa prazerosa, levantaram-se, passaram boa parte do dia juntos, e quando o sol se encontrava do outro lado do céu, o rapaz retornou atrasado para sua atividade, e ela, voltou para sua casa entre os prédios se sentindo muito mais mulher, e mais feliz ainda por não ter esquecido a correspondência.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Obrigado.

A intenção era deixar esse texto pronto pro último domingo (Dia das mães), porém não consegui terminá-lo à tempo, mas ai esta.

Obrigado porque teve na sua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderia ter saboreado. Porque, mais do que isso, fez da sua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreu para que eu pudesse viver.
Porque talvez pudesse não ser corajosa, mas teve a coragem de embarcar numa aventura que sabia não ter retorno.
Porque não fez as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente, abriu simplesmente os braços quando eu vim.
Porque não só me aceitou como era, como estava disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque diria “o meu filhinho” mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contaria histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levaria ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostraria com orgulho às tuas amigas. Porque seria sempre o teu bebé lindo.
Te devo isso, embora não tenha acontecido, simplesmente porque sei que faria.
Obrigado porque não teve tempo para visitar as capitais da Europa. Porque as tuas amigas usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, sendo mulher, chegou a se esquecer de que havia a moda.
Porque não te deixei dormir e estava sorridente no dia seguinte. Porque foi muitas vezes trabalhar com manchas de leite na blusa. Porque me sossegou dizendo “não chores, filho, que a mãe está aqui”, e estar no teu colo era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus.
Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus.
Obrigado porque não teve vergonha de mim quando eu fazia birras nos lugares públicos.
E porque suportou que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus
amigos me vissem contigo na rua.
Obrigado porque se fez de cabeleireira e aprendeu a fazer temperos. Porque fez roupas e máscaras para as festas da escola. Porque passou uma boa parte dos fins de semana a ver desenhos animados e apresentações na escola, e quando eu perguntasse “me viu, mãe, me viu?” pudesses responder com sinceridade e orgulho “é claro que te vi!”.
Obrigado pelas lágrimas que chorou e nunca cheguei, a saber, que chorou.
Obrigado porque me corrigiu quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando “roubei” batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto. Obrigado por me ter mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me ter mandado fazer tarefas da casa que você farias bem melhor e muito mais depressa.
Obrigado por ter mantido a calma quando eu em dias de chuva passava com a bicicleta pela cozinha, ou quando sumia pela vizinhança.
Obrigado por ter querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixou sair à noite sem saber muito bem com quem ia e aonde ia.
Obrigado porque eu cresci e o seu coração parece ter também crescido. Porque me deu coragem. Porque aprovou as minhas escolhas, e se manteve ao meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levanta a cabeça, mesmo sabendo que eu estou muito longe, quando vai na rua e ouve alguém da multidão chamar: “mãe!”.
Obrigado por guardar como tesouros os desenhos que fiz para ti na escola quando era, como hoje, o Dia das Mães. E por ficar à janela a ver partir o carro, quando vou embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.
Obrigado, já agora, por não ter esquecido quais são os meus pratos favoritos, pelo meu quarto em sua casa poder ser uma extensão do quarto da minha casa, e por ter ainda no mesmo lugar a dispensa de biscoitos...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quatro tipos.

Rastreando uma fenda no espaço temporal que combinada com as partículas de pensamentos do momento, criaram um buraco negro em miniatura que absorveu luzes de meu raciocínio. Fazendo com que pensasse que no mundo haveria quatro tipos de pessoas:

As que pensam: Bom... se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão “para sempre”. Mas não tem sentido dizer...
Esse te amo, mais provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continue a ser simpática(o) e agradável, ou não encontre outra(o) melhor, ou não fique feia(o) com a idade. Seria um “te amo” que implica “só por algum tempo”, não que exsita amor verdadeiro, e sim um “gosto de ti, me agrada , me sinto bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a te entregar a minha vida”.

As que pensam: Eu sei, tenho medo de que não me retribuam, acha que se eu pensar nos outros eles não pensarão em mim, que poderei ficar diminuído por ser sempre eu a ceder…
Mas quem foi que disse que o amor era um negócio?
Onde aprendi que era uma atividade centrada em mim mesmo, destinada a me dar satisfação?
O amor é um mau negócio... É, como escreveu Camões em um soneto lindíssimo, “cuidar que se ganha em se perder”. É uma loucura que leva a acreditar que enriquecemos quando nos damos... que só somos nós mesmos quando não queremos saber de nós.

Depois vêm as pessoas que não pensam mas seguem o primeiro tipo lá acima descrito, e por ultimo, as pessoas que não pensam mas seguem a segunda linha de raciocínio também ali acima descrito.

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Vícios e virtudes"

Quem aqui ja não se cansou de estereótipos da atualidade?

Sempre as mesmas mesmíces, essa mídia caótica levando as pessoas a formarem mau-caráter, etc...
Eu não sei isso se deve pela minha idade, ou se eu estou realmente com a mente fechada. Mas de fato vejo isso acontecer a muita gente; alienação.
Não só aquela de levantar, trabalhar, retornar a casa, dormir e repetir tudo novamente. Vejo aquela alienação de querer sempre o melhor, melhor dizendo, vejo aquela insatisfação nas pessoas.
Pra mim isso é falta de viagens internas, ninguém parece se conhecer; querem sempre o que outro tem a oferecer, e não o que elas podem produzir. E não aquela idéia de que isso é instinto humano. Tanto que na antiguídade tinhamos mentes muito mais brilhantes que as nossas, creio eu que seja pelo autoconhecimento, pela autosatisfação, e tenho segurança o suficiente pra afirmar isso sem ter lido muito sobre.

Observando, não parece que as pessoas criaram vícios?
Pra quem não sabe, o contrário de vício, é virtude, que pra mim é uma das grandes carências atuais.
Precisamos nos conhecer melhor.

"A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor"
Qual dos caminhos acima temos seguido?